Quando a sua carreira muda, a sua imagem acompanha?
- anamattoso9
- 19 de ago.
- 3 min de leitura
Há momentos em que a vida profissional muda antes mesmo que tenhamos tempo de perceber.
Uma promoção. Um novo cargo. Uma mudança de empresa. A conquista de uma posição que você desejou durante anos.
De repente, você está em um novo lugar.
Com novas responsabilidades. Novas relações profissionais. Novos ambientes. E, muitas vezes, uma nova expectativa sobre a forma como você se apresenta.
Foi exatamente essa reflexão que surgiu durante um atendimento recente.
Uma profissional havia conquistado uma nova posição depois de uma importante mudança em sua trajetória. A competência para ocupar aquele espaço já existia, afinal, a conquista profissional era resultado da sua própria capacidade, preparação e trajetória.
Mas, naquele novo momento, surgiu uma pergunta:
A minha imagem também acompanha a profissional que me tornei?
E aqui existe um ponto importante.
Não se trata de mudar quem você é.
Nem de construir uma personagem para parecer mais séria, mais importante ou mais competente.
A imagem estratégica não deveria exigir que você abandone sua identidade.
Ela pode ajudar você a construir coerência.
Coerência entre quem você é, o momento que está vivendo, o ambiente que frequenta e a mensagem que deseja transmitir.

A imagem também pode acompanhar uma mudança de fase
Durante o processo de consultoria, trabalhamos diferentes elementos da imagem.
Cores.
Estilo.
Modelagens e proporções.
E até mesmo a maquiagem como parte dessa construção.
Mas o objetivo não era criar uma lista de regras sobre o que deveria ou não ser usado.
O mais importante era desenvolver critérios para fazer escolhas.
Porque existe uma diferença entre simplesmente perguntar:
“Essa roupa ficou bonita em mim?”
E começar a se perguntar:
“Essa escolha está coerente com quem eu sou e com o contexto em que estou?”
Essa mudança de olhar pode transformar completamente a relação que temos com o nosso guarda-roupa.
Não é sobre comprar uma nova versão de você
Muitas pessoas acreditam que, ao assumir uma nova posição profissional, precisam renovar completamente o guarda-roupa.
Mas nem sempre essa é a resposta.
Antes de comprar mais roupas, talvez seja necessário entender melhor:
Qual é a imagem que desejo construir?
Quais mensagens são importantes para mim?
Como quero ser percebida?
O que meu ambiente profissional exige?
Quais elementos da minha identidade eu não quero perder?
O que já existe no meu guarda-roupa e pode ser usado de uma nova forma?
Quando essas respostas começam a ficar mais claras, as escolhas tendem a se tornar mais conscientes.
E, muitas vezes, mais assertivas.
A competência vem antes da roupa
É importante dizer isso.
Uma roupa não torna ninguém competente.
Um blazer não cria autoridade.
Uma determinada cor não garante respeito.
A imagem, sozinha, não substitui conhecimento, experiência ou preparo.
Mas ela pode se tornar uma ferramenta de comunicação.
Pode reforçar mensagens.
Pode ajudar a criar coerência entre aquilo que você já construiu profissionalmente e a forma como escolhe se apresentar.
E talvez esse seja um dos papéis mais interessantes da imagem em momentos de transição.
Não criar uma nova pessoa.
Mas ajudar você a reconhecer que uma nova fase começou — e fazer escolhas que acompanhem essa transformação.
Talvez seja hora de olhar para a sua imagem
Se você está vivendo uma mudança profissional, uma promoção, assumindo uma nova posição ou simplesmente sente que cresceu, mas continua se vestindo a partir de referências de uma fase anterior, talvez valha a pena se perguntar:
A minha imagem ainda representa o momento profissional que estou vivendo hoje?
Porque, às vezes, a mudança já aconteceu.
A carreira avançou.
Você conquistou novos espaços.
E talvez a sua imagem esteja apenas esperando você perceber que também chegou a hora de acompanhá-la.
Imagem não é sobre se transformar em outra pessoa. É sobre fazer escolhas mais conscientes sobre como você deseja se apresentar ao mundo.
Ana Mattoso
Imagem & Estilo Estratégico




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