Você também abre o guarda-roupa cheio de roupas e pensa: "Eu não tenho nada para vestir"?
- anamattoso9
- 22 de jul.
- 2 min de leitura
Outro dia uma cliente me disse exatamente isso.
"Ana, eu tenho um guarda-roupa lotado, mas parece que nada combina. Sempre uso as mesmas roupas."
E eu sorri, porque essa frase é muito mais comum do que você imagina.
Talvez você também já tenha sentido isso.
Você olha para um armário cheio, cheio mesmo... e, ainda assim, parece que nenhuma roupa faz sentido naquele dia.
E sabe o mais curioso?
Na maioria das vezes, o problema não é a quantidade de roupas.
É a relação que temos com elas.

A roupa nunca é só uma roupa.
Tem aquela calça que você guarda porque um dia ela serviu perfeitamente e você pensa:
"Quando eu emagrecer, volto a usar."
Tem aquele vestido lindo que você comprou para um casamento, usou uma única vez e continua lá, esperando uma ocasião que talvez nunca chegue.
Tem aquela blusa que foi presente de alguém especial e você não consegue doar.
E tem aquelas peças que você comprou porque estavam em promoção.
Ou porque a influenciadora estava usando.
Ou porque naquele dia você estava triste e pensou:
"Eu mereço."
Percebe?
Na maioria das vezes, nossas roupas carregam emoções.
E isso é completamente normal.
Então por que continuamos dizendo que não temos roupa?
Porque um guarda-roupa cheio não significa um guarda-roupa que funciona.
Às vezes temos muitas peças... mas poucas conversam entre si.
Outras vezes, nosso estilo mudou, nossa rotina mudou, nosso corpo mudou... mas o armário continua preso à mulher que fomos há cinco ou dez anos.
E aí começa aquela sensação de que nada parece representar quem somos hoje.
Existe uma explicação para isso.
Na psicologia existe um conceito chamado fadiga de decisão.
Quanto mais opções temos, mais difícil fica escolher.
Parece contraditório, mas faz sentido.
Por isso você experimenta uma roupa.
Depois outra.
Depois mais uma.
No final, veste aquela combinação de sempre.
Não porque ela é a melhor.
Mas porque ela exige menos energia para decidir.

Foi justamente por isso que criei o Clube de Estilo.
Depois que minhas clientes faziam a consultoria, eu recebia mensagens como:
"Ana, qual sapato fica melhor aqui?"
"Essa blusa vale a pena comprar?"
"Como eu combino essa calça?"
"Você pode olhar meu look antes de eu sair?"
Naquele momento eu percebi uma coisa muito importante.
A transformação não acontece no dia da consultoria.
Ela acontece na segunda-feira de manhã, quando você abre o guarda-roupa para trabalhar.
Ela acontece no sábado, quando surge um convite inesperado.
Ela acontece quando você entra em uma loja e precisa decidir se aquela peça realmente vale o investimento.
Foi daí que nasceu o Clube de Estilo.
Não para dizer o que você deve vestir.
Mas para caminhar ao seu lado enquanto você aprende a usar, de verdade, tudo aquilo que já faz parte do seu guarda-roupa.
Porque, no fim das contas...
Talvez você não precise de mais roupas.
Talvez só precise olhar para elas com novos olhos.

💛




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